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é possível buscar reparação na justiça após explosão de celular?

12/06/2026

Não são poucas as notícias na imprensa sobre celulares smartphones que explodem ou pegam fogo. Seja no bolso, na tomada, em cima da estante…

Se não há mau-uso do consumidor, é possível acionar a justiça? Nos cards, trazemos um caso recente que trata sobre o tema. Arraste e confira!

O caso julgado
Um homem fazia reparos no telhado de casa quando o celular que estava no bolso da calça explodiu. O incidente resultou em queimaduras na perna, além de uma queda do telhado.
O consumidor cuidou da saúde física, mas, na sequência, entrou com ação judicial para reparo de despesas médicas e do trauma físico e psicológico.

Ao analisar o caso, o juízo de Santa Maria (DF) determinou o pagamento de R$ 36.7 mil ao consumidor - R$ 1,7 mil por danos materiais; R$ 20 mil por danos morais; e R$ 15 mil por danos estéticos.
A fabricante do celular recorreu ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ/DF) e apresentou um laudo sobre fortes pressões e impactos que o aparelho teria sofrido. Assim, pediu a redução das indenizações. Mas foi em vão...

O entendimento do desembargador do caso foi o de responsabilidade objetiva, aquela que determina o reparo de um dano sem a necessidade de comprovar culpa, a partir do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Além disso, pontuou falha grave na prestação do serviço e, consequentemente, defeito de segurança.

A decisão final
Apesar de sair vitorioso, o consumidor voltou para casa apenas com R$ 10 mil por danos morais. A quantia foi estabelecida a partir das sequelas na vítima, que não o incapacitaram, assim, foram excluídos os danos material e estético.

Passou por uma situação parecida?
Procure orientação jurídica para analisar o caso e verificar a melhor forma de reparar os danos sofridos.

Ficou interessado? Contrate Garcia Advocacia.

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